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segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Borgianas




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    • A ideia inicial veio do desafio que a Liana propôs no grupo do Escrita Matinal em 06/11. Quando criei o título, achei que ele teria mais sentido se fosse no plural: BorgianaS. E daí passei para o item II da escrita, completando o recurso de ALUSÃO. Fiz referências indiretas a composições que gosto muito sem citá-las diretamente, mas contando com o conhecimento prévio dos leitores.
              Me contem se, após a leitura, foi possível capturar esta intertextualidade.😬
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            Na Rede

    Linguagem


     

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      • Poesia produzida no grupo Escrita Matinal a partir do dispositivo Voz, em 29/08/25
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              Na Rede
      • O Céu da Língua - Gregório Duvivier -  fragmentos do espetáculo  AQUI

      segunda-feira, 19 de agosto de 2024

      Calendário

      Um mês, os meses, todos eles

      passam aos pulos - pulos de perneta.

      E caem, em cacos, confusos


      Fevereiro ferve em frevo,

      em mim é frio, fraqueza.


      Março e maio me amolam:

      martírio, mistério, quaresma,

      amor materno, amarelo.


      Abril adoro,

      te amasso, me amanso.

      Agosto dá gosto - amargo,

      de adeus -, não gosto.


      Junho e julho eu sempre junto:

      canjica, quentão, pamonha.

      Janeiro tento jejum,

      é o jeito!


      Setembro, se me lembro,

      segue-se de novembro.

      Noite a noite, em novena

      rezo o terço, desolada.

      E logo me chega dezembro.

      Desanimo. Terminou?


      Ainda me resta outubro,

      outono, em ouro se espalhando.

      Ouço um murmúrio nas folhas...

      Que ousado!

      É um ouriço enrolado,

      confundindo o calendário.

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      • O desafio de escrita do módulo Poesia e Prosa Poética, coordenado por Rafael Figueiredo, foi construir um poema usando uma das figuras de linguagem: aliteração (repetição de sons consonantais) ou assonância (repetição de sons vocálicos). Acabei juntando os dois recursos num só poema. Foi desafiante, e divertido, garimpar as palavras, montar as composições sonoras. A ilustração, gerada pela IA do Canva e editada por mim, segue a mesma atmosfera bem-humorada com que busquei traduzir a proposta.

      sexta-feira, 8 de março de 2024

      Esquina

      Gente se encontra na esquina.

      Eu, você, várias Marias,

      Hopper, Chico e Djavan,

      seu José da padaria,

      a nonna da velha cantina


      Gente se encontra na esquina.

      Chega com os próprios pés, na volta da oficina,

      pega o carro, chama um Uber,

      ou desce daquele busão,

      ronco, freada, buzina.


      Gente se encontra na esquina.

      Em pé, do lado de fora, na mesa há pouco montada,

      papeando no balcão,

      olhando tudo de cima, da sacada barulhenta,

      gritando pra multidão.


      Gente se encontra na esquina.

      Ficha redonda no bolso pra logo chamar Carolina

      Iphone por perto dos olhos, checando o novo recado.

      Vai um ovo colorido? Um churrasquinho de gato?

      Um pingado de café, cerveja como rotina


      No torto quadrado das ruas,

      voejam modos e medos, circulam milhares de sonhos,

      que se embaraçam nos fios,

      e se revelam aos poucos, num jogo de luz e sombra


      Chega mais, muito bom dia!
       
      Vê se me esquece, babaca!
       
      Gente se encontra na esquina.


      Poesia produzida a partir de disparador do grupo Escrita Matinal (@escritamatinal)
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      Na Rede: referências musicais

      sexta-feira, 17 de agosto de 2018

      Alice no Maravilhoso País das Palavras

      Alice tem 7 anos e, desde bem novinha, já sabíamos que ela era muito amiga das palavras. Aprendeu a falar antes do tempo regulamentar e logo passou a nos surpreender com expressões e concordâncias sofisticadas, usadas para se comunicar e se fazer presente no mundo real. Aos 3 anos, lançava mão de todos os seus recursos verbais para inventar histórias mirabolantes, geralmente com bichos, e houve um tempo em que um amigo imaginário era figurinha fácil nas suas narrativas.

      Agora, que está se alfabetizando e percebendo a relação da fala com a escrita, a danada resolveu escrever histórias e, esta semana, decidiu experimentar o gênero poesia. Ela me contou que seu processo de criação exige sossego e concentração e, para isso, recolhe-se ao seu quarto. Na porta, coloca uma plaquinha vermelha indicando não querer ser interrompida.
        
      Quando li a sua mais recente produção, tive certeza que o manuscrito deveria ser publicado no Blog. A autora, felizmente, concordou com a ideia e ditou o título para que eu o incluísse no poema.

      Alice não sabe, mas, com sua coragem de poetisa, me incentivou a buscar outras possibilidades literárias, para além das crônicas, gênero no qual me sinto mais confortável. Pode ser que eu me aventure, abra o coração e escreva um verso ou outro, e, de repente, me veja transformada em passarinho emocionado. Assim, iremos juntas, eu e ela, de mãos dadas por este maravilhoso país das palavras.




      A Luz do Campo
                                 Alice Oliveira

      O passarinho canta
      com magia e emoção
      Só dá pra cantar
      dentro do coração.